ACREDITAR

Talvez acreditar em nós mesmos/as, seja uma das coisas mais incríveis que podemos fazer nos dias atuais. Perdemos o amor, perdemos a fé, deixamos de acreditar na vida, nas coisas, nas pessoas, nos lugares, deixamos de viver tudo aquilo que um dia sonhamos… Muitas vezes por alguém, muitas vezes por algo, muitas vezes por muitas coisas diferentes e juntas ao mesmo tempo. Porém, quando realmente acreditamos em nós e acreditamos naquilo que existe dentro de nós, podemos transformar todo peso que carregamos, toda mágoa gerada, todo sentimento ruim, tudo aquilo que nos desanima e nos sobrecarrega em um balão bem grande e bem cheio que vai voar pra caralho e vai estourar lá no meio do nada.

Acreditar, é uma palavra muito forte. Mais forte que ‘eu aceito’, mais forte que ‘eu te amo', mais forte…

E não é simplesmente acreditar, é se doar para aquilo, se entregar, morrer se for preciso… Acreditar, na maioria das vezes é negar a si mesmo. E porque acreditamos tanto no próximo e deixamos de acreditar em nós? Nós somos fodas, somos pessoas incríveis, somos seres humanos falhos e estamos sempre prontos a mudar de ideia, a largar as armas e ceder. Somos tão fodas que hoje chegamos até aqui, matando a porra de um leão por dia e vivendo a vida com muito tesão. E se você não tem feito nada disso, hoje pode ser o seu grande dia, o grande dia para que você possa reconhecer o quão foda você é. E isso, ninguém vai fazer por você, pois é você quem precisa acreditar, mais ninguém precisa.

Quanto mais um amigo te conhece, menos ele acredita em você. Pois ele te conhece tão bem, que sabe o quanto você é falho. Mas só você mesmo sabe, o quanto as suas falhas te fizeram ser tão bom como você é hoje. Você escreve o livre que quer ler, mais ninguém.

Juliana me fez acreditar ainda mais na vida. Me fez entender o que realmente é acreditar em mim mesmo. Me trouxe a clareza de que a vida é mais foda do que parece ser e que ela mesma, é muito mais foda do que alguém um dia já achou, pensou ou teve certeza que era...

Qual foi a última vez em que você acreditou em você?

Acredite, nunca serão apenas ‘fotos bonitas’. Mas sim, uma entrega de você, para você mesma acreditar no quão foda você é.

WITHIN TIME

Nem adiantados e muito menos atrasados. Estamos todos dentro do nosso próprio tempo... Sem regras, cópias ou qualquer coisa que possa nos comparar com alguém ou com algo. Vivemos nossa vida, regamos o nosso coração com todas as nossas lutas, derrotas e vitórias, caminhamos o nosso próprio caminho, caímos e nos levantamos, somos quem gostaríamos de ser e não devemos nada a ninguém, nem a nós mesmo. 

Em meus ensaios, eu mais converso com a mulher que está comigo do que fotografo em si. Acredito que o diálogo é fundamental para entender quem é ela e o que ela está vivendo. Nada fala mais de alguém, do que seu corpo e suas próprias palavras... Acredito que uma simples conversa, ou um simples ouvir, pode mudar toda uma vida. 🖤 Com essa conversa que dura horas durante o ensaio, vou descobrindo coisas incríveis sobre elas. E todos os meus textos aqui neste blog, quando o post é sobre um ensaio feminino, foram extraídos de dentro de cada mulher que eu fotografei. É muito mais que uma fotografia, é a documentação de uma vida, por meio de palavras e imagens. 

Ninguém nessa vida sabe quem você é, quem um dia será ou muito menos aonde você pode chegar sendo quem você é. Ninguém sabe as dores que já enfrentou, ninguém pode entender mais da sua vida do que você mesma. E provavelmente se alguém souber de algo, vai dizer que por você ser o que é hoje, você nunca vai ser nada amanhã... Não existe pessoa nesse mundo que esteja tão pronta como você já está. E mesmo se você não estiver pronta, um dia você vai estar e quando este dia chegar, você vai triunfar com sabedoria. 

Estamos dentro do tempo, dentro do nosso tempo. 
Só precisamos ser sábios.

Imagens feitas com uma Canon 6D + 50mm f/1.8 | Luz Natural

Não leve Crianças ao Museu

Provavelmente você já viu alguma vez na vida, uma criança dando um baita de um show por ai… Seja no mercado, ônibus, rua, shopping, museu, , restaurante, café… Lugares ‘públicos’ em geral. - Elas realmente gostam de causar nos lugares aonde tá cheio de gente olhando. Porque em casa não é assim não, ok? HAHAHAHA

E levar as crianças a qualquer lugar que não seja o parquinho e/ou o McDoanld’s mais próximo, é um desafio… Alguma coisa vai acontecer. - Não é frescura de pai não. Pode perguntar pra qualquer pai (de criança nova, ou criança grande/adulta), eles provavelmente não serão tão dramáticos como eu estou sendo, mas vão falar que realmente é difícil. Ué

Mas voltando ao raciocínio aqui… Todo vez que eu e a Priscila vamos sair com as crianças, nós pensamos umas 10 vezes pra ver se aquela role/lugar é legal para as crianças, se tem banheiro bom e de fácil acesso, com trocador de preferencia. Se nesse dito lugar possa ter um brinquedo e/ou parquinho. Se é seguro. Se tem que pagar, se criança paga, se criança é bem vinda, será que vai ter cadeirinha? O que pode ser quebrado lá dentro e se quebrado quanto terei que desembolsar? Se der tudo errado, as fotos desse role vão valer a pena? Sim. HAHAH - Chega a ser cansativo e no final das contas a gente acaba ficando em casa mesmo.

Mas de um tempo pra cá eu to é me cagando pra todo esse pensamento. Por mais que o segurança do museu fique atrás da gente o tempo todo e que a cada passa dos meus filhos eles venha me dizer que ali não pode tocar, não pode encostar, não pode sentar, não pode e não pode... E por mais que em qualquer café/restaurante que eu vá e seja recebido com olhares diferenciados, só porque meus filhos entram gritando e dizendo: pai, que isso? Pai, olha isso? Pai, porque isso? Mãe, que que isso? Mããããããe, olha isso. Paaaaaaiê, olha que legal. Mami, to com fomo. Mami, quero comer. Maaaaaamiii… Quero dizer a todos, que cansei de limitar a mim e a minha família, simplesmente pelo que os outros estão julgando do meu ser, da forma que eu crio/educo meus filhos e tudo mais. Ok?

Afinal, criança grita mesmo, criança fala mais de 200 porquês por dia. Criança é exploradora, ousada, alegre, peralta o tempo todo, até quando tá dormindo e ama mexer nas coisas. Se é por isso que vão me olhar feio, não é por isso que eu vou deixar de ir aonde eu quero e tenho desejo de ir. 

Nenhuma criança, nem muito menos qualquer pessoa pode limitar a nossa vida de acontecer da forma que a gente bem entender. E por esse entendimento ter acontecido em nossa vida, hoje não queremos mais saber como vai acontecer… A gente já sabe que vai ser loucura, vai dar errado, as crianças vão ficar de saco cheio de uma hora pra outra e vão gritar, chorar, espernear… Alguma coisa vai quebrar, cair e todo mundo vai olhar pra gente com cara de bunda fedida. Mas e dai? Como disso exteriormente. As fotos vão valer a pena. HAHAHHA - E mais que isso, a experiencia em si vai valer a pena, desde o que deu errado, os que eles descobriram, viram e garanto que aquilo tudo ficou guardando dentro da memória deles, como algo incrível que provavelmente será lembrando durante anos. (:

Visitar o MON, famoso museu do olho, vulgo Museu Oscar Niemeyer, foi incrível. Recebi 77x7 broncas dos seguranças, as crianças gritaram o tempo todo, escoltaram em varias obras e correrem pra tudo conte lado. Eu fiquei louco, a Priscila ficou louca e depois de tudo ter acontecido de forma caótica, a gente decidiu ir para um café, só pra terminar em grande estilo… Daquele jeito que você que é pai/mãe de ‘trovões’, sabe bem como é. HAHAHA - Foi nesse momento que eu desisti e fiz algo que nunca faço. Liguei o celular em Toy Story 3 e deixei eles ficarem quietos pelo menos durante o tempo que eu e a Priscila pudéssemos tomar um delicioso café e comer o melhor bolo de coco do mundo, o bolo de coco do Arte e Letra.

Ou seja, leve as crianças aonde você quiser. Se alguém não gostar... Problema delas. :) _|_