UNTITLED

É difícil dar titulo a suas obras. Talvez seja fácil quando você pensou nela durante anos, escreveu sobre tudo o que imaginava e até mesmo não imaginava, pensou e repensou sobre tudo, projetou, gastou tempo em pesquisas e só então tirou tudo do papel/mente e foi la fotografar, pintar, produzir, fazer acontecer... 

Meus ensaios nunca são bem pensados.
- Principalmente os ensaios femininos. Acredito que uma mente limpa, as vezes sem referências e ideias, é capaz de produzir o incomum, talvez até o inimaginável para aquela situação.

Eu gasto tempo conversando com quem eu vou fotografar.
Não apresento nenhuma referência, ideia ou algo que eu havia pensado, pois eu realmente não pesquisei nem pensei em nada... Eu simplesmente converso e converso por horas e horas. Até me conectar e entrar dentro do que as pessoas sentem, pensam e estão passando. Só depois de descobrir tudo o que eu queria descobrir eu falo sobre a fotografia e sobre tudo o que eu imaginei durante a conversa, e assim iniciamos a produção do ensaio.

Depois de conversar por 1h27m com a incrível Amanda, eu descobri que um velho e duradouro ciclo estava chegando afim na vida dela, um ciclo que há machucou por muito tempo, estava se quebrando e ela estava nascendo de novo. 

Depois de entender mais quem era Amanda e porque ela estava aonde estava eu dei a proposta de fotografa-la nua. Todos nós nascemos despidos/nus e com esse mesmo pensamento de nascimento realizei um dos ensaios mais singulares da minha vida.

Obrigado Amanda.