OFF-LINE

Já pensou em uma vida off-line?
Já imaginou suas fotos todas impressas e dentro de álbuns?
As únicas fotos postadas, são as que foram postadas no correio.

Faz mais ou menos 1 ano, que eu vendi todos os equipamentos que possuía. Assim comecei a não mais fotografar tudo com uma super câmera digital, mas sim com meu celular e muitos ensaios e até mesmo viagens com a família, com uma câmera analógica. - Acredito que hoje, mais do que nunca, temos recordações de todos os momentos que vivemos, todo mundo tem fácil acesso a um bom celular e com isso consegue registrar todos os momentos da vida. Mas o que mais me deixa com medo em tudo isso, é o fato em que as fotos desses registros, não são mais pensadas, como eram antigamente. Tenho certeza absoluta que o Pai de quase todo mundo, comprou em algum momento da vida, uma câmera analógica, com vários filmes coloridos e fazia boas fotos da família, não eram muitas fotos. Mas eram boas fotos, fotos bem pensadas e bem bonitas por sinal. Certo? Hoje, todo mundo quer registar aquele momento com uma bendita de uma selfie e antes fosse uma boa selfie, mas nem em luz essas pessoas pensam mais. Só querem registrar, um registro morto que provavelmente vai para um stories que não vai durar nem 24 horas e será visto por alguns amiguinhos. Dependendo da importância daquela selfie, se provavelmente for igual a todos as outras, ela quem sabe acabe em um post no perfil do Instagram bloqueado...

Quando eu falo sobre uma vida off-line, não quero que as pessoas se desconectem de tudo que existe no mundo. Eu mesmo estou conectado em tudo, mas sempre que posso, me desconecto. Uma vida off-line está mais ligada a tocar as coisas, do que se desconectar delas. Meu maior desejo, é uma vida palpável. Amo ver as coisas com a mão, amo a fotografia analógica, pois ela é palpável. Fotografia que não nos deixa errar, fazemos assim grande fotos, de grande momentos, provavelmente uma obra de arte que durará gerações e gerações, não será apenas uma simples fotografia. Toda foto, será revelada, impressa e então tocada, com todos os dedos. Que dia feliz, é o dia que eu coloco um novo filme na câmera, que alegria me dá, quando eu posso queima-lo inteirinho e ter a certeza que contei uma história, pintei quadros mais valiosos que muitas obras de arte.

Eu migrei para o passado e isso me fez mais feliz. Não tenho mais câmeras caras, apenas coisas simples que são:

  • Um celular, que me da os registros do dia-a-dia e de 6 em 6 meses eu seleciono as melhores e mando imprimir todas. O mesmo celular, faz com que as pessoas que eu estou fotografando (sim, faço ensaios usando apenas um celular), não tenham vergonha de serem fotografadas por um equipamento gigantesco e me permite entrar em praticamente todos os lugares do planeta para tirar uma 'fotinho', afinal que poder tem um celular de fazer boas fotos?
     
  • Uma câmera da década de 90, uma analógica já moderninha que a cada filme revelado, me faz acreditar que a fotografia é o maior valor (sem altos e baixos), que as pessoas podem possuir durante a vida. - Câmera tal, que só me traz alegria e sim, também faço tudo com ela... Fotos da família, viagens e muitos ensaios, igual ao deste post.

E falando sobre este ensaio... No inicio de 2017, fotografei o casamento da Isabel e o mais legal de ser amigo dela e do Thobias (seu marido), é que eles são loucos pela fotografia e loucos pela fotografia analógica. - No inverno vamos subir umas montanhas e fotografar eles usando apenas filme fotográfico. Não vejo a hora desse dia chegar. - E como estamos sempre em bastante contato e neste maravilhoso dia, eu estava filmando o casamento da irmã dela e é claro, que eu nunca saio de casa sem a analógica e uns filmes pra queimar, aproveitei os 15 minutinhos que tivemos, para retratar a Isabel, com um Kodak 200, que me deixou encantado com essas cores e cada detalhe dessa luz maravilhosa do meio dia. Yay ♥︎

Posso te dar uma diga?
- Imprima suas fotos.

Canon EOS 5 + 50mm f/1.8 | KODAK 200