SR. & SRA. JERKE, APÊ 22

Um dia todos nós imaginamos que a vida seria bela, não é mesmo? Pois é, ela é. E a vida é bela da forma que você quiser que ela seja. Morando no Boqueirão ou no Batel, a vida sempre será bela. Todo dia é dia e todo dia é o seu grande dia, independente se você vai se mudar ou se você vai morar no mesmo lugar pra sempre e/ou ficar no mesmo emprego para o resto de sua vida, ser demitido amanhã ou foi ontem… A vida é bela!

E reconhecer a bela vida que temos, é incrível.

Um dia aprendi a documentar essas histórias, sem pedir, sem mudar, sem retirar, nem colocar nada. Todas as histórias são histórias e é você quem decide se ela vai ser bela ou não. Se a sua história é real, ela é bela. Creia nisso, pois essa é a verdade. Caminhe na sua história, viva a sua história, seja você a todo tempo. Viva a sua vida, no seu lugarzinho, do jeitinho que você é. Isso é foda pra caralho. ❤️

Sr. & Sra. Jerke estão de mudança e me chamaram para documentar seus últimos dias dentro do primeiro apê da vida deles. Pra registrar para onde eles foram após a cerimônia de casamento terminal… Sim, resolveram deixar o hotel de lado, afinal o apê já estava prontinho para uso e porque não passar a primeira noite de suas vidas, já como casal, no lugar aonde tem muito mais significado do que um hotel bonitinho e vazio, hein? - Eles escolheram viver a vida bela que eles tem e pode acreditar que são muito, mas muito felizes por isso.

Depois das fotos no apê, a Raquel pediu umas fotos com o vestido e lá fomos nós. Aonde? Pra rua da casa dela. (:

Canon 6D + 35mm Sigma Art

ANA & JAIME

O que você estava fazendo 10 anos atrás?

Difícil de imaginar ou até mesmo lembrar com detalhes o que estávamos fazendo, né não? E se lembrar do que estávamos fazendo, já é difícil, imagina lembrar dos pensamentos, dos desejos e dos sonhos que tínhamos naquela época. Você lembra de algum? Quem você amava? - Quem nasceu pra frente dos anos 2000, vai lembrar que amava a mãe, o pai e Justin Bieber, mais ninguém. HAHAHAHHA

Pois é, difícil lembrar… Mas este casal sabe bem o que estava acontecendo 10 anos atrás, quais eram os sonhos e quem eles amavam. Sabem bem, pois desde 2009, eles estão “juntos”. E juntos entre aspas mesmo, pois nem tudo foi lindo como essas fotos. haha (:

E o mais legal de tudo, é que eu conheci eles, mais ou menos nessa mesma época… Ou seja, tava ali, acompanhando tudo e admirando o casal desde sempre. Desde quando era apenas um talvez e estamos aqui hoje, quando tudo é uma grande certeza, quando tudo é a realização do propósito.

A vida me fascina demais. Me deixa com tesao de viver. É por histórias como essas, que eu sou apaixonado. Histórias reais, aonde nada parecida dar certo, aonde a duvida e o medo dominaram por muito tempo. Histórias verdadeiras, cheias de altos e baixos, cheias de NÃOS, muitos nãos né Jaime? HAHAH - Gosto da vida, gosto de pessoas e de histórias cheias de amor, liberdade e loucura. Grato sou por documentar essa história verdadeira, que vai inspirar muita gente ainda.

Acredite no amor, acredite nas pessoas.

Favela Venceu! #chupaMUNDO!

BETHY & DERLIS

Depois de muito tempo, cá estamos nós.

Confesso que não sei mais como começar a escrever um post sobre um casal maravilhoso como esse.
Queria deixar só as fotos aqui, falando por si só. Mas como eu sou metido, vamos tentar né.
Me perdoa se algo acontecer errado nas próximas palavras e frases? Sim? (:

Lezzgo!

Somos amigos da Bethy desde 2011 e desde essa época, compartilhamos de várias juntos. Um milhão de retiros, projeto para os jovens dentro da igreja, projeto de uma nova igreja, pt em um carro, fotos, vídeos, ensaios, cultos, igrejas, caronas, aceleradas, alguns drinks, algumas festas e assim estamos indo até hoje… De tudo um pouco e um pouco de tudo. HAHAHA

Mas depois de um desses projetos que acabamos construindo junto e que não deu nada certo (super normal, só cagada. HAHAHAHA), ela resolveu passar uns dias fora do Brasil. Foi com uma família amiga para o Paraguai. E lá ficou por um tempo.

E depois de um certo tempo sem se falar, sem trocar ideias, sem saber nada sobre a moça… Afinal, dona Bethy não posta nada em lugar nenhum. (Certa ela né?). Recebi uma mensagem da Bethy e até estranhei, pois ela queria fazer fotos e o melhor de tudo, não era apenas fazer fotos. ELA QUERIA FAZER/FOTOGRAFAR UM PRÉ-WEDDING, meus amigos.

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Sim, Bethy vai casar, OMG. BETHY VAI CASAR.

Chorey meus amigos, chorey de emoção. MUITA EMOÇÃO.

Bethy havia conhecido o homem da vida dela. OMG!

Depois dessa mensagem, fui correndo avisar a Pri. A Priscila ficou boquiaberta, sem acreditar na gravidade da escolha que vossa amiga estava fazendo. HAHAHAHA
- Rimos e comemoramos durante todo o dia essa alegria. (:

Afinal, pra nós e para todos os amigos da Bethy, que estão com ela a tanto tempo, uma notificação como essa é algo para chorar de alegria, pular 77x7 ondas na praia, gritar, correr, pular, tudo o que temos, podemos e não podemos e nem temos direito de fazer para comemorar. - Égua. HAHA

Sério gente, eu vou guardar esse print num potinho. Não, melhor… Vou imprimir esse print (nossa que frase louca), e fazer um quadro, vou colocar na parede de casa, do escritório, da produtora, estampar uma camiseta, fazer cartão de visita, fazer um banner e guardar com todo o amor do mundo. Amém? - Nem é pra tanto né? Mas se você conhece a Bethy, sabe que ela aguardou por esse momento e esse homem (que ela não sabia quem era e não tinha conhecido ainda), por muito tempo. E é por isso que todos nós ficamos felizes. Ficamos felizes, pois a Elisabeth Pauls, está feliz pra porra e isso é incrível.

Chega né?
Vamos voltar a história total e sair da alegria infinita da mensagem no WhatsApp. Right?

Bom, o grande dia do ensaio chegou. E ao invés de estarmos em Curitiba, estávamos nós na praia. Era dia 30 de Dezembro, às 3 horas da tarde e meus amigos, a cidade estava uma loucura, as praias uma loucura, transito intenso (tudo parado mexxxmo), gente pra tudo conte lado, barraca, cadeira de praia, sol escaldante e aquela vive goxtosa… Metemos o loko e fomos ver que no ia dar esse tal ‘pré-wedding’. Afinal, eu já tinha prometido para Bethy, que ela teria as fotos mais lindas da vida dela. E assim o dia aconteceu….

Fomos para uma das praias mais tranquilas de Guaratuba (estava cheia, nada tranquila e por este motivo eu optei pelas ruas, ao invés do mar e da praia em si). Saindo dali fomos correndo até Itapoá, que fica logo ali. Menos de 40 minutos. Cidade portuária, pequena e com uma beleza bem diferente… Os portos secos e seus containers lindos, coloridos, simétricos e maravilhosos (O SONHO DA MINHA VIDA, ERA FOTOGRAFAR EM CONTAINERS, SERÁ QUE EU TAVA FELIZ?). Eu não conhecia nada por lá, a última vez que fui para Itapoá estava chovendo e o ensaio foi muito insano… E por não conhecer para onde estávamos indo, encontramos um dos lugares mais lindos que já vi. E isso ali, no meio do nada, na estradinha aonde só passam caminhões que vem e vão ao porto.

Depois deu quase morrer nos Containers (afinal, minhas emoções estavam a flor da pele), chegamos em uma das praias de Itapoá (na verdade, chegamos no porto que é quase uma baia e ali mesmo a gente meteu ficha), e pela glória majestosa do nosso querido amigo, Papai do Céu. A ‘praia’ estava bem tranquila, quase vazia aonde conseguimos uma das luzes mais deliciosas da vida.

No dia seguinte, também fomos para a praia, bem cedo, no nascer do sol. Mas essas fotos, eu vou deixar para um outro momento. Okay? Hehe. (:
Prometo que no próximo post, eu melhoro nos textos e principalmente nas fotos. To começando tudo do zero, com uma linha bem diferente de fotografia, de pensamento, e da vida. E confesso que ainda é difícil colocar tudo para fora.... A única coisa que permanece a mesma, é o propósito. Vamos meter ficha, chupamundo e é noix caraio!

Fotos feitas com Canon 6D + 50mm f/1.4 (CANON).

AMAZÔNIA, BRASIL

Vamos começar com o motivo de toda essa viagem maravilhosa que tivemos.
- Estou produzindo um documentário sobre Educação a Distância, para a Unicesumar. O documentário consiste em mostrar a realidade das pessoas que dão a vida pela educação, dão a vida para estudarem e assim serem melhores a cada dia. Já gravamos em alguns lugares e existem duas pílulas deste documentário prontas, uma aconteceu em Belo Horizonte aonde contamos a história do Carlos Novais, um homem que hoje é ex-morador de rua e aluno da Unicesumar. E a segunda história aconteceu na Amazônia, mais precisamente na cidade de Fonte Boa e em suas comunidades na margem do Rio Amazonas, aonde contamos um pouco da história da Educação na Amazônia. Se você ainda não viu o documentário da Educação na Amazônia, clique aqui.

Nesta viagem até a Amazônia, um lugar um tanto quanto icônico ao Brasil e também o Mundo todo, conhecemos as pessoas mais incríveis do mundo. Pessoas simples que amam aonde vivem e provavelmente não trocariam por nada. Pessoas que não tem nada e ao mesmo tempo tem tudo. Comunidades aonde o saneamento básico não chegou, a energia elétrica não chegou, mas a educação chegou. E não chegou sozinha. Conhecemos pessoas que construíram escolas do zero e hoje dão a vida para ensinar e educar as crianças e os jovens que habitam nas comunidades e não tem como ir até a cidade estudar. Um professor que já é formato em Pedagogia e hoje estuda Letras, tudo pela Unicesumar e que AMA dar aula, amar ensinar e acredita que só assim pode dar e dará com toda a certeza, um novo entendimento e futuro para aqueles meninos e meninas da comunidade.

Fomos tão bem acolhidos que pretendo um dia largar tudo e viver pelo menos um ano inteiro da minha vida, com toda minha família, lá no meio de uma comunidade dessas. Verdade. 🖤

E por mais que não exista saneamento básico, nem energia elétrica… Existe beleza e existe muita beleza. Ficamos em um ‘hotel’ que me lembrou os retiros da igreja do meu avô, que iamos quando ainda crianças. As festas, os bares, as conversas e as comunidades eram incríveis. Tocava Detonautas em todo bar (pois eles já fizeram um show em Fonte Boa e todo mundo surtou). Como nós éramos os únicos a usar preto, chamávamos muito atenção em toda cidade. Era ir almoçar ou conhecer a cidade que várias pessoas vinham puxar conversar e até pedir pra foto com a gente. Foi muito legal. (:

É quente? Sim, quente pra caralho. Usei calça quase todos os dias, quase fiquei assado, mas pelo menos não queimei as pernas (hahaha). O clima é bem úmido por causa dos rios gigantescos, o dia todo você se sente meio molhado e choveu em todas as manhas que lá estávamos. Chegava 10h da manhã e caia aquele pé d’água maravilhoso… 30 minutos depois você não via uma santa nuvem no céu. haha (:

Joguei bola na chuva com a rapaziada da Comunidade Batalha de Baixo, aonde um dos meninos se chamava Lionel Messi (nome verdadeiro do menino, acredite). Comi peixe que era pescado na hora, em todas as refeições, TODAS. A deliciosa galinha caipira e a água que tomávamos era da chuva em quase todos os lugares. Banho era só gelado, lá realmente não existe chuveiro com resistência ou algum lugar com chuveiro a gás pra tomar banho quentinho… E te confesso: não precisava não. A água vinha bem quente da caixa d’água e mesmo caindo pouca água dos chuveiros, o banho era bem gostoso.

As viagens de barco nos judiaram um pouco, afinal 7 horas de barco dormindo no chão (em cima do motor quente pra burro), ou sentados em uma cadeira de praia não foram nada agradáveis. Mas é aquele velho ditado né, quem tá na chuva é pra se molhar. Foi ruim, mas nada que tenha estragado nossa viagem, nosso dia ou a nossa alegria de estar por lá.

Custou caro. As passagens de avião não são nem um pouco baratas. As viagens de barco também não. E se você alugar um barco lá dentro da cidade para ir até as comunidades, se prepare… O Uber BLACK que você nunca pede, vai parecer carona perto dos valores que presenciamos e no caso, pagamos para que pudéssemos chegar até as comunidades. O transporte terrestre (taxi), é feito sempre com caminhonetes, pick-ups, aonde vai todo mundo na caçamba mesmo e tá tudo certo (lembrei do meu tempo de interior. Foi incrível). Moto taxi? Existe e ninguém morreu pilotando moto lá hein… Mesmo sem ninguém usar capacete, no máximo o motora, o passageiro só sobe e paga 3 pilas no final da corrida (valor fechado pra toda cidade, só para ir até o ‘porto’ que o valor mudava para 5 pilas).

Uma dica muito valiosa. Não crie expectativa nenhuma, nenhuma. Tudo vai ser completamente diferente do que você pensou ou até mesmo do que eu estou falando aqui. Viver a Amazônia é viver o verdadeiro Brasil e isso foi foda para caralho.

Grato ao meu amigo Rodrigo Kugnharski, que foi o maior chapa de todos nessa fucking viagem maravilhosa e claro, produziu essas lindas imagens aéreas que constam aqui neste post bonitinho e no vídeo lá final do mesmo.

Agora, vem ver esse vídeo lindo. 🖤

Miami é fácil, quero ver você viver a Amazônia.

Não leve Crianças ao Museu

Provavelmente você já viu alguma vez na vida, uma criança dando um baita de um show por ai… Seja no mercado, ônibus, rua, shopping, museu, , restaurante, café… Lugares ‘públicos’ em geral. - Elas realmente gostam de causar nos lugares aonde tá cheio de gente olhando. Porque em casa não é assim não, ok? HAHAHAHA

E levar as crianças a qualquer lugar que não seja o parquinho e/ou o McDoanld’s mais próximo, é um desafio… Alguma coisa vai acontecer. - Não é frescura de pai não. Pode perguntar pra qualquer pai (de criança nova, ou criança grande/adulta), eles provavelmente não serão tão dramáticos como eu estou sendo, mas vão falar que realmente é difícil. Ué

Mas voltando ao raciocínio aqui… Todo vez que eu e a Priscila vamos sair com as crianças, nós pensamos umas 10 vezes pra ver se aquela role/lugar é legal para as crianças, se tem banheiro bom e de fácil acesso, com trocador de preferencia. Se nesse dito lugar possa ter um brinquedo e/ou parquinho. Se é seguro. Se tem que pagar, se criança paga, se criança é bem vinda, será que vai ter cadeirinha? O que pode ser quebrado lá dentro e se quebrado quanto terei que desembolsar? Se der tudo errado, as fotos desse role vão valer a pena? Sim. HAHAH - Chega a ser cansativo e no final das contas a gente acaba ficando em casa mesmo.

Mas de um tempo pra cá eu to é me cagando pra todo esse pensamento. Por mais que o segurança do museu fique atrás da gente o tempo todo e que a cada passa dos meus filhos eles venha me dizer que ali não pode tocar, não pode encostar, não pode sentar, não pode e não pode... E por mais que em qualquer café/restaurante que eu vá e seja recebido com olhares diferenciados, só porque meus filhos entram gritando e dizendo: pai, que isso? Pai, olha isso? Pai, porque isso? Mãe, que que isso? Mããããããe, olha isso. Paaaaaaiê, olha que legal. Mami, to com fomo. Mami, quero comer. Maaaaaamiii… Quero dizer a todos, que cansei de limitar a mim e a minha família, simplesmente pelo que os outros estão julgando do meu ser, da forma que eu crio/educo meus filhos e tudo mais. Ok?

Afinal, criança grita mesmo, criança fala mais de 200 porquês por dia. Criança é exploradora, ousada, alegre, peralta o tempo todo, até quando tá dormindo e ama mexer nas coisas. Se é por isso que vão me olhar feio, não é por isso que eu vou deixar de ir aonde eu quero e tenho desejo de ir. 

Nenhuma criança, nem muito menos qualquer pessoa pode limitar a nossa vida de acontecer da forma que a gente bem entender. E por esse entendimento ter acontecido em nossa vida, hoje não queremos mais saber como vai acontecer… A gente já sabe que vai ser loucura, vai dar errado, as crianças vão ficar de saco cheio de uma hora pra outra e vão gritar, chorar, espernear… Alguma coisa vai quebrar, cair e todo mundo vai olhar pra gente com cara de bunda fedida. Mas e dai? Como disso exteriormente. As fotos vão valer a pena. HAHAHHA - E mais que isso, a experiencia em si vai valer a pena, desde o que deu errado, os que eles descobriram, viram e garanto que aquilo tudo ficou guardando dentro da memória deles, como algo incrível que provavelmente será lembrando durante anos. (:

Visitar o MON, famoso museu do olho, vulgo Museu Oscar Niemeyer, foi incrível. Recebi 77x7 broncas dos seguranças, as crianças gritaram o tempo todo, escoltaram em varias obras e correrem pra tudo conte lado. Eu fiquei louco, a Priscila ficou louca e depois de tudo ter acontecido de forma caótica, a gente decidiu ir para um café, só pra terminar em grande estilo… Daquele jeito que você que é pai/mãe de ‘trovões’, sabe bem como é. HAHAHA - Foi nesse momento que eu desisti e fiz algo que nunca faço. Liguei o celular em Toy Story 3 e deixei eles ficarem quietos pelo menos durante o tempo que eu e a Priscila pudéssemos tomar um delicioso café e comer o melhor bolo de coco do mundo, o bolo de coco do Arte e Letra.

Ou seja, leve as crianças aonde você quiser. Se alguém não gostar... Problema delas. :) _|_

6 ANOS FOTOGRAFANDO CASAMENTO

Chega a ser engraçado, mas eu lembro exatamente do dia em que recebi a primeira mensagem de uma noiva... Ela dizia que tinha visto minhas fotos por ai (fotos de ensaios que eu fazia das minas, no tempo em que morei na praia), e que gostou muito. - Mano, essa mensagem aconteceu em 2011, eu era muito ruim, e você pode dizer que todo mundo era ruim quando começa, mas vou falar pra vocês uma coisa: EU ERA UMA NEGAÇÃO. HAHAHA. - E mesmo assim ela gostou das minhas fotos. E eu nada burro que era, mesmo sem nunca ter fotografado casamento e alertando ela do mesmo, mandei uma proposta de fucking R$ 1000,00 (um mil reais), com ensaio do casal, fotos do casamento e um álbum do casamento incluso. HAHAHAH - Eu era louco, não sabia muito o preço das coisas e acreditei que aquilo seria suficiente e justo. A noiva gostou do valor, fez o pagamento e assim seguimos com as fotos...

Não lembro da data, mas lembro de tudo como se fosse ontem. E a partir de agora vou mostrar algumas fotos nunca mostradas antes e outras bem conhecidas, que fiz durante esses 6 anos fotografando casamentos. Adiantado, peço que não se assustem, nem morram de rir, ok? Um beijo.

2012_01_Jessica_Felipe.jpg

Esse foi o primeiro casamento que fotografei. Letícia, noiva louca que aceitou ser minha 'cobaia'. - Dava pra ver que as poses eram únicas, não é mesmo? Se essa ta assim, imagina o restante? Isso que eu não vou contar que essa foto, não era Preto e Branco, e a luz que havia no fundo era verde, da pra imaginar? HAHHAHA

Sem mais delongas vamos seguir em frente com as fotos dos casamentos que fotografei ainda em 2012.

As fotos até que começaram a ficar boas, né não?
Essa ultima foto, é de um empresa que tentei abrir com os amigos e que graças a Deus só fotografamos esse casamento juntos. Provavelmente se tivéssemos continuado, não seriamos amigos como somos hoje. HAHAH - Eu sou uma pessoa muito ruim. :(

Antes dessa ideia genial da empresa acontecer, empresa que faliu no primeiro casamento, tive a alegria de conhecer a Priscila, minha esposa maravilhosa, e ela me vender para todos os amigos dela que estavam casando. Muitos toparam a ideia e eu meti o loco fotografando todo mundo. 

Ta rindo, né? 
Em 2013 as coisas ficaram bem bonitinhas. Só os amigos casando e aos poucos e fui entrando no mercado, com essa cara de louco. 

Confesso que este foi um ano muito feliz. Me encontrei na fotografia e encontrei quais casamentos eu gostaria de fotografar. Escolhi os casamentos simples, verdadeiros, cheios de história e assim pudemos viajar o Sul do Brasil, fotografando casamento em tudo conte lado. Uma história mais incrível que a outra, um lugar mais lindo que o outro e nossa fotografia estava finalmente ficando bonita, cheia de verdade em cada clique. - Foi também o ano do meu casamento, acredito que minha esposa foi e sempre será minha maior inspiração, para que eu possa executar todos os trabalhos, projetos e sonhos de forma única. - E essa última foto ai, do casamento da Priscila e do Victor, me rendeu muitos novos contratos de casamentos lindos em 2014. Que ano, meus amigos... Que ano. 🖤

Em 2014 a gente já tava craque. Já sabia vender a imagem, já sabia fotografar de forma verdadeira, já não aceitava todo tipo de casamento e assim eu arregacei de tanto fotografar na minha vida. Todo final de semana a gente tava fotografando lindos ensaios e incríveis casamentos que aconteceram em 2014 mesmo e outros no ano seguinte...

Cara, quando eu vejo todas essas fotos de 2014 eu lembro de como cada casamento foi foda. - Todos os casamentos desse ano, foram muito intimistas, verdadeiro e autênticos. O casal da primeira foto dos casamentos de 2014, carrega uma historia que toda fez que eu penso nela, tenho vontade de chorar. - O casal foi apaixonado um pelo outro a vida toda e depois que a vida já tinha acontecido e cada um estava para um lado, eles resolveram largar tudo para ficar um com o outro. Foi incrível, chorei muito no meu primeiro mini-wedding de verdade. Que contando comigo e com a Pri, tinham exatas 17 pessoas. Sem contar que tudo aconteceu na própria casa/chácara deles. Puro amor. 

2014 sem duvidas deixou uma marca do tamanho do mundo na minha vida. Fotografei muitos amigos, fiz muitos amigos fotografando eles. A Priscila mesmo gravida da Emma, fotografou vários casamentos comigo, vários. Casamos o irmão da Pri em uma cerimônia bem simples e linda, feita por nossos amigos. Teve casamento a baixo de chuvinha, com por do sol perfeito, teve também casamento no quintal, na praia e nas chácaras mais lindas de Curitiba e região. 🖤 

Ano foda que fez a minha vida se revirar em 2015. Que mesmo com a Emma recém nascida, levamos ela pra fotografar tudo os casamentos com a gente. Em Curitiba, no litoral, no interior, até quando o casamento rolou dentro um flutuante ela tava com a gente... Ela só não foi pra Goiânia comigo, pois tinha duas semanas de vida. Ai não dava né. hahaha

Pucarana, 2015 quase que não tem explicação. 🖤
Conheci o cara mais incrível do pedaço, o Jamelão, vulgo Daniel Andraski que fotografou quase todos os casamentos comigo. Foi o melhor assistente que o Brasil já teve e hoje é um dos meus melhores amigos. Grato pela sua vida ter cruzado com a minha, meu mano. 

Neste mesmo ano, tive o privilegio de fotografar um casamento no mesmo local aonde eu a Pri casamos. Exatamente no mesmo lugar, quase que do mesmo jeitinho. E eu quase chorei litros novamente. - Fotografei o casamento do meu irmão mais velho (que loucura). Fotografei o casamento de um dos caras que mais me inspirou nesse mundo, Guilherme Siebert. Sem falar de todos os vestidos que pendurei nos lugares mais loucos do mundo e dos que quase perdi, derrubei dos prédios, molhei, rasguei, nesse meio tempo. - Pra resumir, o ano foi regado de coisas maravilhosas e loucas. Quando eu paro para analisar tudo, confesso que tenho muito orgulho dessas fotos todas, de todos esses casamentos que fotografei, todas as pessoas que conheci, dos momentos que eternizei. E tenho certeza que os noivos pensam o mesmo.

MEL DELLSSS, que ano da porra. 🖤

Agora em 2016 foi diferente. Foi tudo isso ai que eu descrevi de 2015 e mais um pouco...

Esse foi o ano de perder a linha. Cheguei a perder (literalmente falando), uma câmera no jardim de um dos casamentos. Foi sem dúvida, a festa mais louca da minha vida. HAHAH - Fotografar em uma das igrejas católicas mais lindas do Brasil, foi um privilégio também. Isso tudo, sem falar da noiva casando de vans amarelo. A Priscila Quenuffi casando com o maior lenhador do Sul do Mundo. A Carol e o Junior casando com os filhos. Os sorrisos mais apaixonados da história... Eita ano abençoado mel dels. 🖤

Acredito que as melhores fotos da saída dos noivos, fiz nesse ano. Só tem fotão.
Eu sei que elas estão meio 'tortas', mas que mal tem, né não? 

Agora pra falar de 2017, meu último ano fotografando casamentos, vou tentar falar um pouquinho de cada deles. E o primeiro do ano e provavelmente o que mais me marcou, é do casal mais foda que eu conheço. Grandes e fantásticos amigos que a fotografia me deu. 

Isabel e Thobias. 
Dia fabuloso aonde pude expressar exatamente o que eu penso e sinto na fotografia. Me senti o verdadeiro love freedom madness, em carne e osso (hahaha). Dia que me proporcionou as fotos mais verdadeiras que já cliquei na vida e isso que nunca menti em uma foto, sempre fotografei com verdade e sinceridade. Mas neste dia foi diferente e essa foto 'toda cagada', é resultado da minha loucura completa por eles e por esse casamento lindo. 🖤

 

 

Debi e Patrick
Provavelmente eu fotografei 50% dos casais recém casados, que foram padrinhos e convidados deste casamento. Alegria e Honra fotografar essa historia memorável de um grande amigo como Patrick, de uma amiga tão incrível como a Debiane. Pessoas tao importantes em nossas vidas que eu tenho o privilegio de levar comigo por todo o sempre. Singular pra caralho na minha vida.

 

 
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Lele e Marlon
Casal simples que mudou a minha forma de ver e acreditar no amor. Que testemunho a união desses dois. Sou fã e sou fã de toda a galera de Rio Branco do Sul. Saudades.

 

 
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Fer & Cris
Realizei meu sonho nesse casamento. Fotografar noivos na chuva. Não uma chuvinha, caiu mesmo uma tempestade na hora da cerimônia e o casamento mudou para área coberta da chácara. No meio da cerimônia, até sol apareceu. Noiva ficou puta da vida e depois que acabou, fomos la pra fora fotografar os noivos e os padrinhos todos juntos, foi então que a tempestade, sem mais nem menos, voltou pra pegar todo mundo (hahahah). Cena de filme. Sei que a noiva tava puta da cara, mas eu amei esse dia, essa chuva, essas fotos, tudo. Memorável. 

 

 
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Milena e Eduardo
Conheci a Milena fotografando a formatura dela, ficamos amigos, passou 1 ano e pouco ela estava para casar. Foi então que me mandou mensagem para que eu fizesse o filme do casamento dela. Comentou comigo que a família tinha dado de presente outro fotógrafo e que mesmo assim, além do video e das fotos do fotógrafo já contratado... Ela queria que eu fizesse umas fotos lifestyle do casamento dela. Aceitei, é claro. E ao mesmo tempo que filmava, fotografava (hahaha). Não foi difícil, fiz isso em alguns casamentos durante esses anos. E como eu podia fotografar o que eu bem quisesse, foquei nos momento impares desse lindo casamento. Entreguei poucas fotos, porém fotos bem pensadas, dos momentos mais importantes... Foi maravilhoso. 

 

 
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Manu e Diogo
FODA PRA CARALEO, só assim pra descrever esse dois. Conheço a Manu faz uns par de ano e um dos meus sonhos sempre foi fotografar o casamento dela. Não só realizei esse sonho, como a Manu tem uma das tattoo's, do LOVE FREEDOM MADNESS. É ou não é pra chorar? E falo mais, nos votos dela, ela resumiu o relacionamento deles como a verdadeira expressão do amor, da liberdade e da loucura. MEL DEEEEELLLLSSSSS. Eu chorei muleke. Que dia feliz da porra. 

 

 
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Ana Julia e Rodrigo Kugnharski
Se existe um casal que inspira as pessoas, esse é o casal. Provavelmente o casal mais criativo que eu conheço. Inspira não só a minha família, mas como muita gente nesse brasilzão ai. Grato por ter a amizade deles e poder caminhar ao lado de pessoas tão incríveis como são. Provavelmente dominaremos o mundo juntos ainda, aguardem... É noix caraio.

 

 
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Heyleen e Jack, vulgo Lucas Barros
Jack trabalhou comigo durante muito tempo, la no inicio de tudo em 2013. Filmou muitos casamentos ao meu lado, produzimos muitas coisas juntos. Até que cada um foi para o seu lado e mesmo assim nunca perdemos o contato e a parceria, claro. O tempo passou, e ele escolheu um dos dias mais perfeitos que eu ja vi na minha vida para casar. O lugar mais mágico do mundo, Witmarsum. E uma companheira incrível para viver ao lado dele. Sem plano B, abraçou apenas uma única opção de casamento, casar ao ar livre, no pé da árvore. E com todos os amigos em volta, dançaram até não aguentar mais, e, acredite, não caiu um pingo de chuva. Casal de Fé. Sou fã do homem que esse cara se tornou. Grato pela sua vida meu mano.

 

 
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Louise e Bruno
Presente de Deus esse casal, uma verdadeira inspiração pra vida. Casamento que eu mais encontrei casais que eu fotografei durante todos esses 6 anos, sério. Tinha pelo menos uns 10 casais, cujo quais, eu quem fotografei o casamento dos mesmos. Alegria em olhar pro lado e ver tantas historias que eu já vivi e mais, poder compartilhar com todos eles o encerramento da minha carreira nos casamentos. Foi simplesmente fantástico. Só me arrependo de uma coisa, não ter juntado todas as noivas que estavam lá e ter feito uma foto ao lado de todas elas. Provavelmente seria uma das fotos de maior valia na minha vida. Mas como eu não gosto de me apegar em coisas, deixe esse momento registrado apenas na minha memória mesmo, é mais poético. :) 

Love Freedom Madness, não é apenas uma frase legal que levei e levo durante a vida. É a forma como eu penso e faço as coisas acontecerem. É a maneira pela qual eu quero ser lembrado no futuro. E isso eu pude estampar com toda a verdade do mundo, nos casamentos que eu cliquei por todo esse Brasil. Sou eternamente grato por cada casal que depositou em mim a confiança de eternizar o dia mais importante de suas vidas. 

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. - II Timóteo 4:7

e se eu voltar?

Vou contar um segredo. 
Todo dia eu quero muito voltar a fotografar casamentos. Mas não quero que seja como foi por um tempo... Cheio de regras, cerimoniais com rádio arrumando a cada 10 minutos o vestido da noiva, decoradoras loucas para que eu envie as fotos para elas no dia seguinte do casamento. Saca? Porra, pau no cu de todo mundo se os casamentos forem assim pra sempre. HAHAHA

To nessa de fotografar casamentos desde os 17 anos e não quero fazer disso o tudo da minha vida, mas sinto falta, muita falta por sinal. Quero fotografar casamento orgânicos, assim como foram os últimos que fotografei, durante 2016 e 2017. Casamentos verdadeiros, incríveis, feito pelos noivos. Nada de cronograma, se sair tudo errado, deu tudo certo também. Sem stress, sem noiva Loka pois a musica tava fora do lugar nas estradas. Sem noivo sem graça e sem tesão pelo seu grande dia. 

Quero a verdade, nada além da verdade.
Casamentos que tenham identidade e não um cronograma. Casamentos que não existam planos B's, pois os noivos acreditam em um só plano. Afinal, se chover, vai na chuva mesmo. Tudo é a prova d'água nos dias de hoje e se não for, foda-se... Dançar na chuva é fantástico meu bem. Casamentos intimistas, aonde os noivos convidaram todo mundo, pois conhecem todo mundo. Casamentos aonde a gente se sinta em casa, chore junto, dance e ria muito depois. Casamentos autênticos, sem se preocupar se vai sair na revista x ou no blog do cacete. Casamento feito pra ser guardado na memória de todos e em um álbum lindo. Pau no cu dos blogs e revistas casamenteiras. 

Sendo assim, decidi voltar...
Vou abrir minha agenda (não conta pra ninguém), para fotografar dois casamentos por ano
Sem equipe, sem vários fotógrafos e suas muitas lentes, sem flash (pau no cu do ISO, como sempre foi). Somente a minha pessoa e minha querida 50mm, sem medo do lugar ser escuro, apertado ou seja lá como for. Vai ser verdadeiro e é isso que importa. Se der errado, no final das contas deu tudo certo. 

E naquele esquema. 
Se você quiser eu eu fotografe com o celular, bora.
Se quiser que eu faça tudo com uma câmera analógica e só filme preto e branco, vamo arregaça.
Se você quiser fotos perfeitas, nem fale comigo. Eu só faço fotos reais. Right?

Se você se encaixa nessa 'descrição', vamos arregaçar tudo nessa porra. 
Quem vem comigo? franzencontato@gmail.com

Duas datas por ano.
Quem sabe em 2019 a gente mude. 
Mas por enquanto, é só isso mesmo. 

E porque eu decide voltar? 
É simples. Abaixo 10 fotos que explicam tudo. ♥︎

CANON EOS 5 + 50mm f/1.8
400 TX - BLACK AND WHITE FILM

FARM DAY, FARM LIFE

Lembro bem dos 3 anos que morei na roça. Tinha acabo de completar 12 anos e a minha vida era andar de skate. Acordava pra andar de skate, ia pra escola e voltava pra casa pra andar de skate... Foi então, que meu pai decidiu largar mão da cidade grande e assim partimos todos juntos para uma cidadezinha com menos de 3k habitantes, sem nenhum asfalto. Estrada de chão por toda parte e paralelepípedos no meio da praça central. Quem já morou ou ainda mora no interior, sabe do que eu to falando. :)

Me recordo que fiquei furioso ao saber que a gente iria se mudar, confesso que eu queria mesmo era morrer, afinal eu era uma porra de uma criança/adolescente chato que passava o dia na rua andando de skate, com vários nadas pra fazer.

O tempo passou e hoje, posso garantir que foram os melhores 3 anos da minha infância/adolescência. Foi o tempo em que eu pude viver como um bicho do mato de verdade, largado na rua, quase sem hora pra voltar. Bicicleta pra tudo (era o meio de transporte de todos que moravam lá). Na mesma época, aprendi a dirigir uma Caravan 6cc que meu pai tinha. Dias fodas, que tenho plena certeza que são responsáveis por quem eu sou hoje. E aos meus pais, sou grato por aquela decisão maluco em um momento tão difícil que vivíamos. 

Assim como eu naquela época, todas as crianças do mundo, precisam estar em constante contato com a natureza, com o mato, cá roça. Pé no chão, no meio do banhado, pisando nos formigueiros todos e chorando pra Mami. Beber água dos rios, correr atrás das galinhas, dos cachorros e de quem estiver por perto. Esse contato não pode acontecer apenas nos finais de semana quando os pais vão para um parque da cidade, cheio de proibições e regulamentos, ou somente quando vão viajar. O contato tem que ser diário. Esse foi um dos grandes motivos pelo qual escolhemos a escola das crianças e também de morarmos em uma casa/sobradinho. Na escola das crianças, tem mais mato que sala de aula e elas amam. Aqui em casa, ninguém coloca tênis pra brincar na rua, nem quando vão andar de skate (meu pai sempre fica louco comigo, hehehe). E mesmo a gente já estar vivendo dessa forma, mais orgânica, eu ainda sinto falta de morar no meio do mato, de ter no mínimo uma casinha la no meio do nada, cheia de cachorros, galinhas, umas vacas pra ter leite quentinho pela manhã e uma Ranger 94 (4x4) para explorar tudo. As crianças não querem tablet, nem mesmo querem assistir aquele desenho chato da patrulha canina, nem tão pouco esses super brinquedos caros que ajudam no crescimento e desenvolvimento deles. A gente que coloca essas coisas na vida das crianças para que possamos ter aquele momento de sossego no dia. Falo isso com propriedade, pois já fiz isso várias vezes. :/

O que ajuda no desenvolvido é ter contato com seres humanos diferentes de você, correr descalço e esfolar o dedão no chão, deitar na grama sem roupa e aprender que você vai se coçar inteiro depois. O que realmente ajuda no crescimento não é a fralda que tem cor X pra identificar o xixi e cor Y pro coco. O que ajuda no crescimento é correr pelado no quintal, brincar com lona, detergente e água, andar no banco da frente do carro com a cabeça pra fora. O que ajuda no crescimento é a constante presença dos pais. Nenhum brinquedo, tablet ou desenho pode substituir isso.

Viver no mato é estar alguns anos na frente de qualquer outra pessoa. Talvez o acesso a internet seja pequeno, as vezes nulo, e por este motivo você provavelmente não vai estar por dentro do mais novo meme. Ué - Mas o acesso a vida, só o mato pode proporcionar. E quando eu falo sobre ter acesso a vida, eu falo sobre ter filhos sociáveis, saudáveis, que não tem medo de nada, nem de ninguém. Crianças determinadas a viver uma vida livre, repleta de cicatrizes e muitas experiências. - Esse é o maior sonho da minha vida.

Witmarsum tem sido nossa segunda casa, desde 2012. Quem sabe um dia, ela não se torne a primeira...

CANON EOS 5 - FUJI FILM X-TRA 400
KLIEWER + WITMARZOO | WITMARSUM

36 poses e um 400tx pra queimar

Amo a fotografia por muito motivos, mas existe um motivo impar para explicar meu amor por ela que é o prazo de validade de uma foto. Ele simplesmente não existe. As fotos não ficam velhas, não ficam ultrapassadas, não estragam e nunca vão para o lixo. As fotos tem uma 'data de fabricação', mas nunca um prazo de validade. E isso é fucking incrível. 

Esse filme é o meu preferido de toda a vida. Ter na câmera um 400tx é sempre incrível. O preto e branco que ele alcança é algo mágico. E este é meu segundo filme 400tx da vida, o primeiro eu consegui aproveitar umas 7 fotos no máximo (hahaha), todas as outras queimaram. Vou levar ele para digitalizar qualquer dia desses para fazer um 'post novo' aqui no blog. 

Inaugurei este filme logo após meu filho, Mark Franzen, nascer. Como 'tradição' aqui de casa... Todo novo bebê da família, a gente tira uns dias pra ficar na praia. Porque fazemos isso? Sei lá. Só sei que foi um momento muito gostoso e as fotos a seguir representam os primeiros dias de 'baboy' na família Franzen e uns rolês aleatórios com pessoas que tanto gostamos. Ah, tem também umas fotos bem lindas da Emma aqui em casa mesmo. - A gente demora tanto pra gastar as 36 poses de um filme, que acaba esquecendo as fotos incríveis que tinham la dentro. No próximo filme, eu prometo anotar foto por foto e fazer um post ainda mais detalhado da jornada com a fotografia analógica. 

Obs. O mais legal da fotografia com filme, são as fotos fora de foco. A gente é completamente apaixonado por elas. Aproveite!

CELEIRO DOS SONHOS

Tenho certeza que todo fotógrafo e provavelmente quase todas as pessoas do Brazeeeeeel, tem um mini sonho de visitar um celeiro, fazer fotos em um celeiro, casar em um celeiro, morar em um celeiro, ter um celeiro ou simplesmente olhar para um celeiro. HAHA 

Este sonho aflorava na minha vida a muito tempo, até que em uma linda tarde de domingo voltando de Ponta Grossa, avistei um baita de um celeiro fucking incrível la no meio do mato, cujo qual eu nunca tinha visto antes. O tempo passou e de tanto passarmos por este celeiro - foda pa porra - a gente decidiu meter o loko e ir ao encontro dele para fotografar um casal lindimais da nossa vida (casal tal que já conhecia o celeiro de vista e também eram loucos pelo mesmo). Não sabíamos muito como chegar nele, então fomos batendo de porteira em porteira... E então depois de umas 7 porteiras (não estou brincando), chegamos até o bendito, misterioso e fucking incrível maravilhoso celeiro. QUASE MORRI.

Chegando lá, é obvio que fomos barrados.
- O caseiro do lugar não deixou a gente fotografar. Tentei argumentar e nada aconteceu. O louco meio que tentou me pedir uma grana por fora para que pudesse liberar a gente. Mas eu sou fotógrafo, né... Não tenho grana pra comprar pão de manhã, imagina pra molhar a mão do caseiro. HAHAHA - Pedi então o telefone dos donos do lugar, liguei e falei com a chefona Sandra, dona da porra toda. Contei toda minha historia, falei que eu sou apaixonado pelo celeiro dela a anos e ela tava brava comigo pois eu tava la dentro das propriedades dela (hahahh). Depois de muita conversa e de quase levar um xingão, ela liberou a gente pra fotografar. UHUUUUUULLL \o/

Realizamos nosso sonho de fotografar um casal em um celeiro vermelho incrível. O próximo passo é construir nosso próprio celeiro e fazer a galera casar dentro. Que tal?! 

Esse ensaio lindeza da vida, eu fotografei com uma Canon 5D MkII e duas lentes: 80% do tempo usei uma 24-105mm f/4 e 20% do tempo, usei uma 50mm f/1.8 mesmo. Minha paixão por 24mm e f/4 tem crescido a cada dia. HAHA 

MELHOR AMIGA

Já fiz vários ensaios sensuais. Mas quando o jogo vira e a mulher que você vai fotografar é sua esposa a parada fica tensa. Com certeza a responsa é muito maior, afinal é a sua esposa. 

Fotografar a Pri foi um desafio. Ela nunca gostou nem nunca quis um ensaio sensual. Insisti muitas vezes e ela sempre disse não. Porém, na gestação do Mark Franzen (que estará entre nós a partir do dia 11 de Julho de 2016), ela me fez um pedido: Quero fotos sensuais. ♥ 

De primeira fiquei empolgadão e queria fotografar na mesma hora que ela me disse, mas a barriga ainda tava bem pequena... Então o tempo foi passando e eu confesso que fui ficando com 'medo' de fotografa-la. Sei lá porque... Só sei que fui tentando me esquivar deste ensaio. 

Foi então que num certo dia eu olhei pra ela e falei: Vamos fotografar agora, se prepare.

Nunca busquei fotografias mirabolantes, nem tão pouco fotografias geniais...
Mas busquei e busco a cada segundo, fotografias sinceras , verdadeiras, fotografias que retratem histórias reais, pessoas reais e tudo como realmente é e deve ser. Porque tudo isso?! Fotografias sinceras e verdadeiras a gente não encontra nas redes sociais, a gente encontra nos álbuns de família. Sabe aquelas fotos que seus pais faziam de você quando você era menor? Então, essas são as fotografias sinceras que eu busco alcançar um dia. Busco uma fotografia simples, só isso. 

Fingi que na minha câmera existia um filme preto e branco e comecei a clicar. Não pedi nada, só deixei acontecer. ♥
O resultado? É esse ai...

Obrigado Pri. 
Obrigado pelo privilégio de estar ao seu lado a cada dia que passa, ter filhos lindos contigo e viver todos os dias como se fossem os últimos de nossas vidas. Obrigado pela loucura, pelo amor e pela liberdade de sermos juntos quem realmente nascermos pra ser. O mundo é grande, mas em breve será pequeno para nós. ♥

Fotografias sinceras falam sobre quem nós somos e não sobre quem podemos ser. 
O que podemos ser? Nem nós sabemos.
Viva lá Vida.

jujuroro00

Eu sempre falo sobre alguns sonhos que eu tenho...
O post de hoje é mais um sonho realizado! Fiquei por muito tempo namorando este casal, bem de longe, só de ouvir falar, de seguir no instagram, no facebook, até no linkedin (ué HAHAHA)... Sim eu stalkeio MESMO, eu love stalkear quem eu sonho fotografar. HAHA ♥

Juju & Roro são pessoas incríveis, são com certeza inspiração para muitos, assim como são inspiração para mim e para a minha fotografia. ♥

Ai em um belo dia de tanto stalkear, a Ana Júlia (Juju) começou a me seguir no instagram. OH MY GODDDDDD! (HAHAHAHAHA). Na mesma hora mandei uma mensagem pelo instagram agradecendo ela pelo "seguimento". HAHA - Sim eu sou retardado, obrigado.

Então a Ana elogiou minhas fotos e sendo assim eu já me senti na liberdade de conversar mais e falar que gostaria muito de fotografa-los um dia... Foi neste momento que eu já de cara mandei a proposta de ensaio. UUUUUH

Além da realização do sonho de fotografar eles, pude realizar o sonho desta proposta loka! ♥ 
Fundo branco (pra quem não sabe, essa é a lateral da Havan. Lateral tal que eu namorava todo dia quando passava por lá... Até fiz alguns trabalhos, mas precisava voltar lá pra realizar meu sonho de fotografia), os dois inteirinhos de preto e uma fotografia bem autoral mesmo. Sem aquela história do "deixa rolar", e sem muito do "vamos ver no que dá". Foi algo mais pensando mesmo. :)
- Foi uma dupla realização... Tanto pelo local, como pelo casal. ♥ 

Nestas fotografias, tentei fugir um pouco do que eu sabia sobre ensaios de casal e até mesmo sobre este casal...
- Então arrisquei uma fotografia mais simples e mais verdadeira nos seus significados. 

A fotografia está mais "suja". Propositalmente é claro. 
- Este casal não merecia um ensaio ultra cool, lindinho e bonitinho. Por isso sujei mesmo! #chupaMUNDO!

Neste ensaio consegui enxergar o que eu realmente busco para a minha fotografia. 
Um dia a gente chega lá.