AMAZÔNIA, BRASIL

Vamos começar com o motivo de toda essa viagem maravilhosa que tivemos.
- Estou produzindo um documentário sobre Educação a Distância, para a Unicesumar. O documentário consiste em mostrar a realidade das pessoas que dão a vida pela educação, dão a vida para estudarem e assim serem melhores a cada dia. Já gravamos em alguns lugares e existem duas pílulas deste documentário prontas, uma aconteceu em Belo Horizonte aonde contamos a história do Carlos Novais, um homem que hoje é ex-morador de rua e aluno da Unicesumar. E a segunda história aconteceu na Amazônia, mais precisamente na cidade de Fonte Boa e em suas comunidades na margem do Rio Amazonas, aonde contamos um pouco da história da Educação na Amazônia. Se você ainda não viu o documentário da Educação na Amazônia, clique aqui.

Nesta viagem até a Amazônia, um lugar um tanto quanto icônico ao Brasil e também o Mundo todo, conhecemos as pessoas mais incríveis do mundo. Pessoas simples que amam aonde vivem e provavelmente não trocariam por nada. Pessoas que não tem nada e ao mesmo tempo tem tudo. Comunidades aonde o saneamento básico não chegou, a energia elétrica não chegou, mas a educação chegou. E não chegou sozinha. Conhecemos pessoas que construíram escolas do zero e hoje dão a vida para ensinar e educar as crianças e os jovens que habitam nas comunidades e não tem como ir até a cidade estudar. Um professor que já é formato em Pedagogia e hoje estuda Letras, tudo pela Unicesumar e que AMA dar aula, amar ensinar e acredita que só assim pode dar e dará com toda a certeza, um novo entendimento e futuro para aqueles meninos e meninas da comunidade.

Fomos tão bem acolhidos que pretendo um dia largar tudo e viver pelo menos um ano inteiro da minha vida, com toda minha família, lá no meio de uma comunidade dessas. Verdade. 🖤

E por mais que não exista saneamento básico, nem energia elétrica… Existe beleza e existe muita beleza. Ficamos em um ‘hotel’ que me lembrou os retiros da igreja do meu avô, que iamos quando ainda crianças. As festas, os bares, as conversas e as comunidades eram incríveis. Tocava Detonautas em todo bar (pois eles já fizeram um show em Fonte Boa e todo mundo surtou). Como nós éramos os únicos a usar preto, chamávamos muito atenção em toda cidade. Era ir almoçar ou conhecer a cidade que várias pessoas vinham puxar conversar e até pedir pra foto com a gente. Foi muito legal. (:

É quente? Sim, quente pra caralho. Usei calça quase todos os dias, quase fiquei assado, mas pelo menos não queimei as pernas (hahaha). O clima é bem úmido por causa dos rios gigantescos, o dia todo você se sente meio molhado e choveu em todas as manhas que lá estávamos. Chegava 10h da manhã e caia aquele pé d’água maravilhoso… 30 minutos depois você não via uma santa nuvem no céu. haha (:

Joguei bola na chuva com a rapaziada da Comunidade Batalha de Baixo, aonde um dos meninos se chamava Lionel Messi (nome verdadeiro do menino, acredite). Comi peixe que era pescado na hora, em todas as refeições, TODAS. A deliciosa galinha caipira e a água que tomávamos era da chuva em quase todos os lugares. Banho era só gelado, lá realmente não existe chuveiro com resistência ou algum lugar com chuveiro a gás pra tomar banho quentinho… E te confesso: não precisava não. A água vinha bem quente da caixa d’água e mesmo caindo pouca água dos chuveiros, o banho era bem gostoso.

As viagens de barco nos judiaram um pouco, afinal 7 horas de barco dormindo no chão (em cima do motor quente pra burro), ou sentados em uma cadeira de praia não foram nada agradáveis. Mas é aquele velho ditado né, quem tá na chuva é pra se molhar. Foi ruim, mas nada que tenha estragado nossa viagem, nosso dia ou a nossa alegria de estar por lá.

Custou caro. As passagens de avião não são nem um pouco baratas. As viagens de barco também não. E se você alugar um barco lá dentro da cidade para ir até as comunidades, se prepare… O Uber BLACK que você nunca pede, vai parecer carona perto dos valores que presenciamos e no caso, pagamos para que pudéssemos chegar até as comunidades. O transporte terrestre (taxi), é feito sempre com caminhonetes, pick-ups, aonde vai todo mundo na caçamba mesmo e tá tudo certo (lembrei do meu tempo de interior. Foi incrível). Moto taxi? Existe e ninguém morreu pilotando moto lá hein… Mesmo sem ninguém usar capacete, no máximo o motora, o passageiro só sobe e paga 3 pilas no final da corrida (valor fechado pra toda cidade, só para ir até o ‘porto’ que o valor mudava para 5 pilas).

Uma dica muito valiosa. Não crie expectativa nenhuma, nenhuma. Tudo vai ser completamente diferente do que você pensou ou até mesmo do que eu estou falando aqui. Viver a Amazônia é viver o verdadeiro Brasil e isso foi foda para caralho.

Grato ao meu amigo Rodrigo Kugnharski, que foi o maior chapa de todos nessa fucking viagem maravilhosa e claro, produziu essas lindas imagens aéreas que constam aqui neste post bonitinho e no vídeo lá final do mesmo.

Agora, vem ver esse vídeo lindo. 🖤

Miami é fácil, quero ver você viver a Amazônia.