ANA & JAIME

O que você estava fazendo 10 anos atrás?

Difícil de imaginar ou até mesmo lembrar com detalhes o que estávamos fazendo, né não? E se lembrar do que estávamos fazendo, já é difícil, imagina lembrar dos pensamentos, dos desejos e dos sonhos que tínhamos naquela época. Você lembra de algum? Quem você amava? - Quem nasceu pra frente dos anos 2000, vai lembrar que amava a mãe, o pai e Justin Bieber, mais ninguém. HAHAHAHHA

Pois é, difícil lembrar… Mas este casal sabe bem o que estava acontecendo 10 anos atrás, quais eram os sonhos e quem eles amavam. Sabem bem, pois desde 2009, eles estão “juntos”. E juntos entre aspas mesmo, pois nem tudo foi lindo como essas fotos. haha (:

E o mais legal de tudo, é que eu conheci eles, mais ou menos nessa mesma época… Ou seja, tava ali, acompanhando tudo e admirando o casal desde sempre. Desde quando era apenas um talvez e estamos aqui hoje, quando tudo é uma grande certeza, quando tudo é a realização do propósito.

A vida me fascina demais. Me deixa com tesao de viver. É por histórias como essas, que eu sou apaixonado. Histórias reais, aonde nada parecida dar certo, aonde a duvida e o medo dominaram por muito tempo. Histórias verdadeiras, cheias de altos e baixos, cheias de NÃOS, muitos nãos né Jaime? HAHAH - Gosto da vida, gosto de pessoas e de histórias cheias de amor, liberdade e loucura. Grato sou por documentar essa história verdadeira, que vai inspirar muita gente ainda.

Acredite no amor, acredite nas pessoas.

Favela Venceu! #chupaMUNDO!

BETHY & DERLIS

Depois de muito tempo, cá estamos nós.

Confesso que não sei mais como começar a escrever um post sobre um casal maravilhoso como esse.
Queria deixar só as fotos aqui, falando por si só. Mas como eu sou metido, vamos tentar né.
Me perdoa se algo acontecer errado nas próximas palavras e frases? Sim? (:

Lezzgo!

Somos amigos da Bethy desde 2011 e desde essa época, compartilhamos de várias juntos. Um milhão de retiros, projeto para os jovens dentro da igreja, projeto de uma nova igreja, pt em um carro, fotos, vídeos, ensaios, cultos, igrejas, caronas, aceleradas, alguns drinks, algumas festas e assim estamos indo até hoje… De tudo um pouco e um pouco de tudo. HAHAHA

Mas depois de um desses projetos que acabamos construindo junto e que não deu nada certo (super normal, só cagada. HAHAHAHA), ela resolveu passar uns dias fora do Brasil. Foi com uma família amiga para o Paraguai. E lá ficou por um tempo.

E depois de um certo tempo sem se falar, sem trocar ideias, sem saber nada sobre a moça… Afinal, dona Bethy não posta nada em lugar nenhum. (Certa ela né?). Recebi uma mensagem da Bethy e até estranhei, pois ela queria fazer fotos e o melhor de tudo, não era apenas fazer fotos. ELA QUERIA FAZER/FOTOGRAFAR UM PRÉ-WEDDING, meus amigos.

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Sim, Bethy vai casar, OMG. BETHY VAI CASAR.

Chorey meus amigos, chorey de emoção. MUITA EMOÇÃO.

Bethy havia conhecido o homem da vida dela. OMG!

Depois dessa mensagem, fui correndo avisar a Pri. A Priscila ficou boquiaberta, sem acreditar na gravidade da escolha que vossa amiga estava fazendo. HAHAHAHA
- Rimos e comemoramos durante todo o dia essa alegria. (:

Afinal, pra nós e para todos os amigos da Bethy, que estão com ela a tanto tempo, uma notificação como essa é algo para chorar de alegria, pular 77x7 ondas na praia, gritar, correr, pular, tudo o que temos, podemos e não podemos e nem temos direito de fazer para comemorar. - Égua. HAHA

Sério gente, eu vou guardar esse print num potinho. Não, melhor… Vou imprimir esse print (nossa que frase louca), e fazer um quadro, vou colocar na parede de casa, do escritório, da produtora, estampar uma camiseta, fazer cartão de visita, fazer um banner e guardar com todo o amor do mundo. Amém? - Nem é pra tanto né? Mas se você conhece a Bethy, sabe que ela aguardou por esse momento e esse homem (que ela não sabia quem era e não tinha conhecido ainda), por muito tempo. E é por isso que todos nós ficamos felizes. Ficamos felizes, pois a Elisabeth Pauls, está feliz pra porra e isso é incrível.

Chega né?
Vamos voltar a história total e sair da alegria infinita da mensagem no WhatsApp. Right?

Bom, o grande dia do ensaio chegou. E ao invés de estarmos em Curitiba, estávamos nós na praia. Era dia 30 de Dezembro, às 3 horas da tarde e meus amigos, a cidade estava uma loucura, as praias uma loucura, transito intenso (tudo parado mexxxmo), gente pra tudo conte lado, barraca, cadeira de praia, sol escaldante e aquela vive goxtosa… Metemos o loko e fomos ver que no ia dar esse tal ‘pré-wedding’. Afinal, eu já tinha prometido para Bethy, que ela teria as fotos mais lindas da vida dela. E assim o dia aconteceu….

Fomos para uma das praias mais tranquilas de Guaratuba (estava cheia, nada tranquila e por este motivo eu optei pelas ruas, ao invés do mar e da praia em si). Saindo dali fomos correndo até Itapoá, que fica logo ali. Menos de 40 minutos. Cidade portuária, pequena e com uma beleza bem diferente… Os portos secos e seus containers lindos, coloridos, simétricos e maravilhosos (O SONHO DA MINHA VIDA, ERA FOTOGRAFAR EM CONTAINERS, SERÁ QUE EU TAVA FELIZ?). Eu não conhecia nada por lá, a última vez que fui para Itapoá estava chovendo e o ensaio foi muito insano… E por não conhecer para onde estávamos indo, encontramos um dos lugares mais lindos que já vi. E isso ali, no meio do nada, na estradinha aonde só passam caminhões que vem e vão ao porto.

Depois deu quase morrer nos Containers (afinal, minhas emoções estavam a flor da pele), chegamos em uma das praias de Itapoá (na verdade, chegamos no porto que é quase uma baia e ali mesmo a gente meteu ficha), e pela glória majestosa do nosso querido amigo, Papai do Céu. A ‘praia’ estava bem tranquila, quase vazia aonde conseguimos uma das luzes mais deliciosas da vida.

No dia seguinte, também fomos para a praia, bem cedo, no nascer do sol. Mas essas fotos, eu vou deixar para um outro momento. Okay? Hehe. (:
Prometo que no próximo post, eu melhoro nos textos e principalmente nas fotos. To começando tudo do zero, com uma linha bem diferente de fotografia, de pensamento, e da vida. E confesso que ainda é difícil colocar tudo para fora.... A única coisa que permanece a mesma, é o propósito. Vamos meter ficha, chupamundo e é noix caraio!

Fotos feitas com Canon 6D + 50mm f/1.4 (CANON).

AMAZÔNIA, BRASIL

Vamos começar com o motivo de toda essa viagem maravilhosa que tivemos.
- Estou produzindo um documentário sobre Educação a Distância, para a Unicesumar. O documentário consiste em mostrar a realidade das pessoas que dão a vida pela educação, dão a vida para estudarem e assim serem melhores a cada dia. Já gravamos em alguns lugares e existem duas pílulas deste documentário prontas, uma aconteceu em Belo Horizonte aonde contamos a história do Carlos Novais, um homem que hoje é ex-morador de rua e aluno da Unicesumar. E a segunda história aconteceu na Amazônia, mais precisamente na cidade de Fonte Boa e em suas comunidades na margem do Rio Amazonas, aonde contamos um pouco da história da Educação na Amazônia. Se você ainda não viu o documentário da Educação na Amazônia, clique aqui.

Nesta viagem até a Amazônia, um lugar um tanto quanto icônico ao Brasil e também o Mundo todo, conhecemos as pessoas mais incríveis do mundo. Pessoas simples que amam aonde vivem e provavelmente não trocariam por nada. Pessoas que não tem nada e ao mesmo tempo tem tudo. Comunidades aonde o saneamento básico não chegou, a energia elétrica não chegou, mas a educação chegou. E não chegou sozinha. Conhecemos pessoas que construíram escolas do zero e hoje dão a vida para ensinar e educar as crianças e os jovens que habitam nas comunidades e não tem como ir até a cidade estudar. Um professor que já é formato em Pedagogia e hoje estuda Letras, tudo pela Unicesumar e que AMA dar aula, amar ensinar e acredita que só assim pode dar e dará com toda a certeza, um novo entendimento e futuro para aqueles meninos e meninas da comunidade.

Fomos tão bem acolhidos que pretendo um dia largar tudo e viver pelo menos um ano inteiro da minha vida, com toda minha família, lá no meio de uma comunidade dessas. Verdade. 🖤

E por mais que não exista saneamento básico, nem energia elétrica… Existe beleza e existe muita beleza. Ficamos em um ‘hotel’ que me lembrou os retiros da igreja do meu avô, que iamos quando ainda crianças. As festas, os bares, as conversas e as comunidades eram incríveis. Tocava Detonautas em todo bar (pois eles já fizeram um show em Fonte Boa e todo mundo surtou). Como nós éramos os únicos a usar preto, chamávamos muito atenção em toda cidade. Era ir almoçar ou conhecer a cidade que várias pessoas vinham puxar conversar e até pedir pra foto com a gente. Foi muito legal. (:

É quente? Sim, quente pra caralho. Usei calça quase todos os dias, quase fiquei assado, mas pelo menos não queimei as pernas (hahaha). O clima é bem úmido por causa dos rios gigantescos, o dia todo você se sente meio molhado e choveu em todas as manhas que lá estávamos. Chegava 10h da manhã e caia aquele pé d’água maravilhoso… 30 minutos depois você não via uma santa nuvem no céu. haha (:

Joguei bola na chuva com a rapaziada da Comunidade Batalha de Baixo, aonde um dos meninos se chamava Lionel Messi (nome verdadeiro do menino, acredite). Comi peixe que era pescado na hora, em todas as refeições, TODAS. A deliciosa galinha caipira e a água que tomávamos era da chuva em quase todos os lugares. Banho era só gelado, lá realmente não existe chuveiro com resistência ou algum lugar com chuveiro a gás pra tomar banho quentinho… E te confesso: não precisava não. A água vinha bem quente da caixa d’água e mesmo caindo pouca água dos chuveiros, o banho era bem gostoso.

As viagens de barco nos judiaram um pouco, afinal 7 horas de barco dormindo no chão (em cima do motor quente pra burro), ou sentados em uma cadeira de praia não foram nada agradáveis. Mas é aquele velho ditado né, quem tá na chuva é pra se molhar. Foi ruim, mas nada que tenha estragado nossa viagem, nosso dia ou a nossa alegria de estar por lá.

Custou caro. As passagens de avião não são nem um pouco baratas. As viagens de barco também não. E se você alugar um barco lá dentro da cidade para ir até as comunidades, se prepare… O Uber BLACK que você nunca pede, vai parecer carona perto dos valores que presenciamos e no caso, pagamos para que pudéssemos chegar até as comunidades. O transporte terrestre (taxi), é feito sempre com caminhonetes, pick-ups, aonde vai todo mundo na caçamba mesmo e tá tudo certo (lembrei do meu tempo de interior. Foi incrível). Moto taxi? Existe e ninguém morreu pilotando moto lá hein… Mesmo sem ninguém usar capacete, no máximo o motora, o passageiro só sobe e paga 3 pilas no final da corrida (valor fechado pra toda cidade, só para ir até o ‘porto’ que o valor mudava para 5 pilas).

Uma dica muito valiosa. Não crie expectativa nenhuma, nenhuma. Tudo vai ser completamente diferente do que você pensou ou até mesmo do que eu estou falando aqui. Viver a Amazônia é viver o verdadeiro Brasil e isso foi foda para caralho.

Grato ao meu amigo Rodrigo Kugnharski, que foi o maior chapa de todos nessa fucking viagem maravilhosa e claro, produziu essas lindas imagens aéreas que constam aqui neste post bonitinho e no vídeo lá final do mesmo.

Agora, vem ver esse vídeo lindo. 🖤

Miami é fácil, quero ver você viver a Amazônia.